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Mobilidade Verde: veja as 23 empresas já habilitadas

Veículos menos poluentes: intenção do governo é reduzir emissões (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)

Segundo o governo, outros 18 pedidos de entrada no programa Mover ainda estão em análise

POR AGÊNCIA BRASIL

 

O Programa de Mobilidade Verde e Inovação (Mover), anunciado pelo governo federal no fim de 2023, tem as 23 primeiras empresas habilitadas. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) publicou nesta terça-feira (9/4) as portarias de habilitação.

As primeiras empresas automotivas habilitadas são:

  • Toyota
  • Horse
  • Renault
  • Peugeot-Citroen
  • Volkswagen
  • Sodecia
  • General Motors
  • Mercedes-Benz
  • Nissan
  • Honda
  • Weg Drive & Controls
  • Marcopolo
  • FCA Fiat Chrysler
  • Weg equipamentos elétricos
  • FTP
  • Eaton
  • On-Highway
  • Volkswagen Truck & Bus
  • Bosch
  • Faurecia
  • FMM
  • Schulz
  • Ford (centro de pesquisa).

Segundo o MDIC, além das 23 empresas habilitadas, há18 pedidos em análise técnica, que podem ser homologados em breve.

Objetivo é reduzir emissões de carbono

Lançado por medida provisória em 31 de dezembro, de 2023, o Mover pretende reduzir a emissão de carbono na frota nacional. O programa prevê que os veículos com inovações tecnológicas poderão ter menor Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

Os critérios para o desconto no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) são os seguintes:

  • Fonte de energia usada na propulsão.
  • Consumo energético.
  • Potência do motor.
  • Reciclabilidade.

O Mover também prevê créditos financeiros às empresas automotivas que investirem em pesquisa, desenvolvimento e modernizações que contribuam para a descarbonização da frota de carros, ônibus e caminhões.

Podem habilitar-se no programa empresas que produzam no país ou tenham projeto de desenvolvimento no mercado brasileiro. A maioria das autorizações iniciais emitidas nesta terça é para fabricantes de veículos e autopeças que produzem no Brasil.

Das habilitações que estão em análise, 11 são para projetos de desenvolvimento, incluindo novas plantas, novos modelos e relocalização de fábricas; e três são para serviços de pesquisa de empresas que não fazem carros nem componentes, mas têm centros de pesquisa e desenvolvimento e laboratórios no país, segundo o ministério. As outras quatro são empresas com fábricas já em funcionamento.

Para requererem os créditos financeiros, as companhias habilitadas precisam apresentar os projetos ao MDIC. As empresas receberão de R$ 0,50 a R$ 3,20 a cada R$ 1 investido acima de um valor mínimo. O crédito aumenta conforme o grau de conteúdo nacional nas etapas produtivas. Caso a empresa exporte as inovações produzidas, o valor recebido também sobe.

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Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
Veículos menos poluentes: intenção do governo é reduzir emissões

 

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