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Geração de energia renovável cresce 50% em 2023

Relatório da IEA aponta que países têm chance concreta de atender as metas da COP28 e triplicar a produção até 2030

A capacidade mundial de gerar energia elétrica renovável está em sua fase de maior crescimento das últimas três décadas. Com isso, há uma oportunidade real de triplicar o estoque global até 2030 e, assim, alcançar o objetivo que os governos estabeleceram na COP28, no mês passado.

De acordo com relatório divulgado hoje (11/1) pela Agência Internacional de Energia (IEA, pela sigla em inglês), a capacidade de energia renovável adicionada aos sistemas energéticos em todo o mundo cresceu 50% em 2023, atingindo quase 510 gigawatts (GW), com a energia solar fotovoltaica respondendo por três quartos das adições em todo o mundo.

Brasil na lista dos que mais cresceram

O relatório Renewables 2023 registra que o maior crescimento ocorreu na China. Os aumentos na capacidade de energia renovável na Europa, nos Estados Unidos e no Brasil também atingiram máximos históricos.

O relatório mostra que, sob as políticas e condições de mercado existentes, espera-se agora que a capacidade global de energia renovável cresça para 7.300 GW durante o período 2023-28.

Solar e eólica lideram expansão de energia renovável

A energia solar fotovoltaica e a energia eólica são responsáveis por 95% da expansão. A previsão é que as energias renováveis ultrapassem o carvão e se tornem a maior fonte de produção de eletricidade global no início de 2025. Mas, apesar do crescimento sem precedentes nos últimos 12 meses, a IEA alerta que o mundo precisa ir além para triplicar a capacidade, 2030, como os países concordaram em fazer na COP28.

Juntamente com o relatório, a IEA também lançou um novo Rastreador de Progresso em Energias Renováveis, que permite aos usuários explorar dados históricos e previsões a nível regional e nacional, incluindo o acompanhamento do progresso em direção à meta de triplicação.

O que é necessário para triplicar as energias renováveis até 2030 varia significativamente consoante o país, a região e a tecnologia. Nas economias emergentes avançadas e de grande dimensão, isto significaria enfrentar desafios como a incerteza política num ambiente económico frágil, o investimento insuficiente em infraestruturas de rede para acomodar maiores quotas de energias renováveis, e barreiras administrativas pesadas e atrasos que permitem atrasos, alerta a IEA. Em outras economias emergentes e em desenvolvimento, o acesso ao financiamento, governos fortes e regulamentações robustas são essenciais para reduzir o risco e atrair investimento, diz o documento.

Preços em queda na solar – mas não na eólica

A instituição prevê que a implantação de energia solar fotovoltaica e eólica onshore até 2028 mais que duplique nos Estados Unidos, na União Europeia, na Índia e no Brasil, em comparação com os últimos cinco anos. Os preços dos módulos solares fotovoltaicos em 2023 baixaram quase 50% em relação ao ano anterior e as reduções de custos devem continuar.

Por outro lado, a indústria eólica (fora da China) enfrenta um ambiente mais desafiador devido a uma combinação de perturbações contínuas na cadeia de abastecimento, custos mais elevados e longos prazos de licenciamento, que exigem esforços fortes.

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