Empresa lança conjunto de indicadores para medir critérios de sustentabilidade focados nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU
A S&P Dow Jones Indices anunciou na terça-feira (9/1) o lançamento de dois novos índices baseados nos critérios ESG. O S&P 500 SDG Index e o S&P Global LargeMidCap SDG Index têm como foco avaliar o impacto que os produtos e atividades das empresas provocam na sociedade e no meio ambiente.
Esses indicadores oferecem medidas amplas de desempenho de ações e diversas exposições a empresas que estão coletivamente mais alinhadas com os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas.
Adotados pelos países membros da ONU em setembro de 2015, os ODS foram estabelecidos para enfrentar os desafios de desenvolvimento mais críticos e urgentes do mundo. Entre eles estão as alterações climáticas, o acesso à energia limpa e acessível, a indústria, a inovação e a infraestrutura, o trabalho digno e o crescimento econômico.
Índices avaliam impacto social e ambiental causado
Do ponto de vista do benchmarking de desempenho, ambos os indicadores utilizam dados subjacentes, que não se concentram na materialidade financeira de fatores ambientais, sociais e de governança (ESG) para um setor ou empresa específica.
A S&P DJI utilizou os dados de alinhamento dos ODS corporativos da Impact Cubed, que incluem uma visão quantitativa do alinhamento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Para isso, foi utilizada uma abordagem de mapeamento de receitas e operações que se concentra no que a empresa faz e como os produtos e serviços são feitos, em vez de focar na materialidade financeira e no risco. O alinhamento da empresa e o impacto líquido dos ODS são determinados por meio das atividades geradoras de receitas de uma empresa, considerando onde vende os seus bens e serviços, como opera e de que forma se envolve com a sua comunidade e outros stakeholders.
Saiba mais sobre a metodologia e pesquisa aqui.
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
- Mundo deve ultrapassar a meta climática de 1,5°C, aponta relatório da ONU
Já não é mais possível limitar o aquecimento global a 1,5°C acima dos níveis pré-industriais, mas o jogo ainda não acabou - Brasil diante do El Niño: como o país deve se preparar para os impactos climáticos
O risco não é apenas meteorológico: fenômeno poderá afetar setores estratégicos, como agricultura, geração de energia, logística, saúde e segurança alimentar - Tragédia no Nepal revela como as mudanças climáticas multiplicam riscos ambientais
Episódio na fronteira entre Nepal e Tibete ilustra como um desastre pode criar as condições para o próximo - Enchentes no Nepal e Tibete expõem desafios da recuperação de desastres
O próximo desastre não começa do zero, mas herda o que o anterior deixou para trás - O desafio além do carbono: como integrar biodiversidade às políticas ambientais
Reduzir as emissões de gases de efeito estufa é indispensável, mas algumas soluções incompletas podem agravar a perda de biodiversidade, a poluição e outros problemas ambientais - Mais energia limpa, porém mais minerais: o paradoxo da transição energética
Painéis solares, turbinas, baterias, veículos e redes elétricas ajudam a reduzir emissões, mas mantém a demanda por matérias-primas elevada - Plantio de guerrilha leva sombra e áreas verdes à periferia de Brasília
Ilhas de calor nas favelas da capital brasileira aumentam riscos à saúde – sintoma da desigualdade no acesso a áreas verdes - Enfrentando as mudanças climáticas: o papel da mitigação e da adaptação
Qualquer rápida pesquisa sobre mudanças climáticas leva a esses dois termos recorrentes; é preciso entender a diferença entre eles - Estudo aponta risco de mudanças irreversíveis na Amazônia até 2040
Descobertas reforçam a necessidade urgente de conter o desmatamento na Amazônia, restaurar as florestas e reduzir as emissões de carbono - O avanço do Super El Niño e seu impacto nas cidades
Ainda não se sabe a intensidade exata do super El Niño, mas os sinais são suficientes para justificar decisões e planejamento antecipado
