A participação é voluntária e, segundo a bolsa, foi desenvolvida para incentivar as práticas ESG das empresas
A bolsa de valores B3 anuncia o lançamento da designação especial B3 Ações Verdes. A intenção é destacar as empresas que contribuem para a economia verde. Podem solicitar a classificação as empresas listadas na bolsa que tenham mais de 50% da sua receita bruta anual proveniente de atividades consideradas verdes, mais de 50% dos investimentos e despesas operacionais anuais destinados a tais atividades, além de menos de 5% da receita bruta anual derivada de combustíveis fósseis.
A participação é voluntária e, segundo a B3, foi desenvolvida para incentivar as práticas ESG das empresas.
- ESG Insights no seu e-mail – Grátis: nossa newsletter traz um resumo da edição mais recente da revista ESG Insights, além de notícias, artigos e outras informações sobre sustentabilidade.
Metodologia das ações verdes
A metodologia foi baseada nos Green Equities Principles, lançado em 2023 pela World Federation of Exchanges (WFE), federação mundial de bolsas que apoia o desenvolvimento do mercado de capitais por meio de estudos e diretrizes para a elaboração de normativos.
Para receber a designação, a empresa será analisada por uma entidade avaliadora, credenciada pela B3, que vai verificar o cumprimento dos critérios estabelecidos no regulamento. A avaliação deverá ser atualizada anualmente. As empresas aprovadas terão um ícone oficial B3 Ações Verdes atrelado aos seus ativos.
A designação ações verdes faz parte de um leque de produtos de ESG da B3, como Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE B3), Índice Carbono Eficiente (ICO2 B3), Índice de Ações com Governança Corporativa Diferenciada (IGC), Índice de Governança Corporativa Trade (IGCT), Índice Governança Corporativa – Novo Mercado (IGC-NM), Índice de Ações com Tag Along Diferenciado (ITAG), Índice de Diversidade (IDIVERSA) além de produtos balcão como títulos temáticos ESG e Crédito de Descarbonização (CBIO).
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
- Mundo deve ultrapassar a meta climática de 1,5°C, aponta relatório da ONU
Já não é mais possível limitar o aquecimento global a 1,5°C acima dos níveis pré-industriais, mas o jogo ainda não acabou - Brasil diante do El Niño: como o país deve se preparar para os impactos climáticos
O risco não é apenas meteorológico: fenômeno poderá afetar setores estratégicos, como agricultura, geração de energia, logística, saúde e segurança alimentar - Tragédia no Nepal revela como as mudanças climáticas multiplicam riscos ambientais
Episódio na fronteira entre Nepal e Tibete ilustra como um desastre pode criar as condições para o próximo - Enchentes no Nepal e Tibete expõem desafios da recuperação de desastres
O próximo desastre não começa do zero, mas herda o que o anterior deixou para trás - O desafio além do carbono: como integrar biodiversidade às políticas ambientais
Reduzir as emissões de gases de efeito estufa é indispensável, mas algumas soluções incompletas podem agravar a perda de biodiversidade, a poluição e outros problemas ambientais - Mais energia limpa, porém mais minerais: o paradoxo da transição energética
Painéis solares, turbinas, baterias, veículos e redes elétricas ajudam a reduzir emissões, mas mantém a demanda por matérias-primas elevada - Plantio de guerrilha leva sombra e áreas verdes à periferia de Brasília
Ilhas de calor nas favelas da capital brasileira aumentam riscos à saúde – sintoma da desigualdade no acesso a áreas verdes - Enfrentando as mudanças climáticas: o papel da mitigação e da adaptação
Qualquer rápida pesquisa sobre mudanças climáticas leva a esses dois termos recorrentes; é preciso entender a diferença entre eles - Estudo aponta risco de mudanças irreversíveis na Amazônia até 2040
Descobertas reforçam a necessidade urgente de conter o desmatamento na Amazônia, restaurar as florestas e reduzir as emissões de carbono - O avanço do Super El Niño e seu impacto nas cidades
Ainda não se sabe a intensidade exata do super El Niño, mas os sinais são suficientes para justificar decisões e planejamento antecipado
