Data centers das empresas gastam muita energia, nem sempre vinda de fontes renováveis
As grandes empresas de tecnologia globais (as big tech) estão entre os principais integrantes do índice S&P 500 comprometidos com energia renovável. Mas a enorme quantidade de energia usada pelos serviços tecnológicos, em especial seus grandes data centers, causa uma grande demanda por energia que, às vezes, não consegue ser suprida por fontes renováveis, informa o S&P Global Market Intelligence.
À medida que investidores e consumidores se tornam mais interessados em sustentabilidade, os mercados estão recompensando as empresas que tomam medidas para reduzir sua pegada de carbono. O Índice S&P 500 Carbon Efficient, que analisa empresas do S&P 500 com base nos níveis de emissões de carbono por unidade de receita, superou o índice amplo em cerca de 3,5% na última década, com dados de 28 de fevereiro. É o que mostra a tabela abaixo preparada pelo S&P Global Market Intelligence.

A análise incluiu o desempenho teórico anterior ao lançamento do Carbon Efficient Index 2018.
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Pegada de carbono das big tech
Há poucas diferenças entre as dez maiores empresas do Índice Carbon Efficient e do S&P 500 geral. Apple, Microsoft, Amazon, Facebook e Alphabet (controladora do Google) estão em ambos os top 10.
Mas, segundo o S&P Global Market Intelligence, essas empresas ainda têm bastante o que cuidar em relação a sua pegada de carbono. Em relatório de setembro de 2019, a Fitch’s Kitson alertou para o risco de os esforços de sustentabilidade das empresas serem diluídos pelo aumento da demanda por tecnologias que consomem muita energia.
Ele apontou para o Google, dizendo que a crescente pegada de data center da empresa provavelmente precisará de mais energia, exigindo que a empresa compre compensações de carbono para manter seu objetivo de permanecer neutro em carbono. Outras empresas também enfrentam desafios.
Leia mais detalhes no site do S&P Global Market Intelligence.
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