Receitas aumentam 23% em 2021, chegando a US$ 5 bilhões, com a crescente demanda por dados ESG
As receitas dos fornecedores de índices globais de mercado cresceram 23,1% em 2021, chegando a um recorde de US$ 5 bilhões, aponta um estudo publicado pela Burton-Taylor International Consulting. O documento analisa a indústria e traz informações sobre os principais fornecedores de índices, como FTSE Russell, S&P Dow Jones Indices, MSCI, Nasdaq, STOXX, Bloomberg, Alerian, Intercontinental Exchange, Solactive, Morningstar, CRSP e SIX.
“A volatilidade do mercado, combinada com a demanda sem precedentes por ESG, teve um impacto positivo nas receitas do setor de índices em 2021”, disse Robert Iati, diretor administrativo da Burton-Taylor, em comunicado à imprensa. “Os provedores de índices continuaram a ver um forte crescimento em 2021, à medida que expandem suas ofertas para facilitar a demanda do mercado, com extensão em índices temáticos, fatoriais e ESG liderando o caminho”, acrescentou.
Índices ESG ainda são minoria
Embora os investimentos em ESG e fundos temáticos estejam em alta, os índices de ações tradicionais ainda respondem por 2 em cada 3 dólares ganhos pelos provedores.
As receitas da indústria de índices aumentaram em todos os segmentos de receita em 2021, com as receitas baseadas em ativos representando 51% do total e as receitas de assinatura representando 39% em 2021. Outras receitas (transações não recorrentes e receita de licenciamento de índice para uso com derivativos, contratos de balcão e produtos estruturados) ocupam o restante.
As líderes do mercado de índices
Três empresas – FTSE Russell, S&P Dow Jones Indices e MSCI – respondem por mais de 2/3 da receita total dos índices analisados. Apesar disso, sete provedores diferentes apontaram avanço anual superior a 15% em 2021, indicando um crescimento generalizado da demanda em todo o setor.
Veja mais informações no site da Burton-Taylor International Consulting.
ESG e o sistemas de classificação
Em artigo publicado no ESG Insights, Marc Lepere, doutorando em Economia Política do King’s College, de Londres, questiona a falta de transparência, regulamentação e critérios globais para análise de fatores ESG. Ele também conta iniciativas em curso para mudar isso. Leia.
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
- Afundando nas sobrasNo dumpster diving, descarte de roupas feito pelas lojas tem outro destino: o guarda-roupa
- Germes de segunda mãoRoupas de brechó podem estar cheias de germes; veja o que é preciso saber
- Reinventando o futuroAlternativas ao fast fashion visam garantir sustentabilidade e dignidade nas relações humanas
- Um lookinho por segundoTikTok impulsiona tendências no fast fashion e favorece o consumo exacerbado
- A um clique do consumoCrescimento do comércio on-line estimula vendas por impulso e eleva participação do setor de moda no PIB
- Escravos da modaDo outro lado do mundo, ou em uma esquina perto de você, o trabalho forçado é usado para produzir os itens do seu armário
- Planeta descartadoLógica do fast fashion incentiva uma cultura de hiperconsumo e descarte: elementos incompatíveis com o futuro
- Pra que tanta roupa?Ações não têm sido capazes de frear o avanço do hiperconsumo e seu dano ambiental
- Planeta está próximo de ultrapassar limite de aquecimento de 1,5º CO limite de temperatura estabelecido pelo Acordo de Paris em 2015 está ficando para trás
- Painéis solares colocam espécies em risco na CaatingaA área possui centenas de espécies animais e vegetais da Caatinga, além de nascentes que alimentam afluentes do Rio São Francisco
Insights no seu e-mail
Um resumo da revista ESG Insights, além de notícias e outros conteúdos sobre sustentabilidade. Grátis no seu e-mail.