Estudo indica que desinvestimento e ação ativa como acionistas são estratégias válidas
Se um investidor está descontente com a atuação ambiental, social e de governança (ESG) de determinada empresa, o que ele deve fazer? Vender suas posições na companhia? Ou continuar como acionista, porém atuando ativamente para a revisão de sua estratégia?
Em geral, a tese do desinvestimento costuma ser criticada porque, ao sair, o investidor abre mão de qualquer poder de influência – portanto não ajudaria a melhorar a visão ESG daquela companhia. Mas um estudo que acaba de ser divulgado pela Scientific Beta argumenta que essa estratégia também é válida.
A publicação ESG Engagement and Divestment: Mutually Exclusive or Mutually Reinforcing? (Engajamento e desinvestimento ESG: mutuamente exclusivos ou reforçados mutuamente?) defende que tanto o desinvestimento quanto o engajamento são ações que promovem mudanças.
Acompanhe as notícias sobre ESG em nosso site e inscreva-se na newsletter do ESG Insights para receber um resumo semanal gratuito em seu e-mail.
Segundo o documento, o desinvestimento é uma força de mudança quando contribui direta e indiretamente para aumentar o custo de capital das empresas. Isso limita a capacidade de investimento da companhia e incentiva a administração a melhorar o desempenho ESG.
Já o envolvimento também pode contribuir para melhorar o desempenho ESG das empresas investidas. Segundo a Scientific Beta, resultados empíricos de estudos acadêmicos indicam que ambas as abordagens podem ser eficazes.
Desinvestimento e engajamento não são mutuamente exclusivos, diz o estudo. Deixar aberta a possibilidade de desinvestimento é um pré-requisito para um engajamento efetivo. Por outro lado, o engajamento pode tornar as campanhas de desinvestimento mais eficazes. Saídas amplamente divulgadas podem ser mais impactantes que as silenciosas. Por isso, engajamento e o desinvestimento se reforçam mutuamente.
O trabalho ressalta que a filtragem direta de ESG – ou seja, remoção dos piores desempenhos de ESG do universo de empresas passíveis de investimento – envia sinais claros às companhias. Em combinação com o engajamento ESG, a filtragem prepara o terreno para uma política eficaz de investimentos em ESG, afirma a Scientific Beta.
A Scientific Beta é uma iniciativa do EDHEC-Risk Institute, ligado à EDHEC Business School, da França. O documento Beta pode ser acessado na íntegra neste link.
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
- Exclusão de pessoas LGBTQIAPN+ do mercado de trabalho custa R$ 94 bilhões por ano
Pesquisa mostra que índices de desemprego são maiores do que média da população - Brasil segue vulnerável aos impactos da crise climática
País perde mais de R$ 110 bilhões do PIB por ano devido a desastres ambientais - Semana de quatro dias: redução da jornada, aumento da qualidade de vida
Dados mostram que trabalhar menos pode andar de mãos dadas com a manutenção da produtividade - A face invisível da guerra: destruição ambiental e aquecimento global
Se as forças militares do mundo fossem um país, seriam o quarto maior emissor de gases de efeito estufa do planeta - Exploração de minerais críticos evidencia racismo ambiental
A rápida expansão da extração de minerais essenciais está sacrificando o bem-estar humano e ecológico em nome dos avanços tecnológicos - Urbanização ameaça resiliência climática das cidades
Falar de resiliência climática no processo de urbanização é sobre garantir qualidade de vida e segurança alimentar e hídrica - Os profissionais do futuro na era da IA
A tecnologia é ameaça ou oportunidade no mundo do trabalho? Ou ambas? - O que sobra do agora
A existência em pequenas brechas: quantos stories cabem em uma vida? - Desassossegados do mundo, uni-vos
Viver é gerenciar o consumo do tempo. Qual o espaço do trabalho nessa balança? - Uma lei, várias realidades
Informalidade, pejotização e descumprimento de regras são desafios da legislação
Insights no seu e-mail
Um resumo da revista ESG Insights, além de notícias e outros conteúdos sobre sustentabilidade. Grátis no seu e-mail.


