O carvão é o combustível fóssil mais poluente do mundo, responsável pela emissão de altas taxas de CO₂ na atmosfera
Em 2023, o consumo de carvão mineral atingiu seu recorde: foram 8,53 bilhões de toneladas queimadas. As informações divulgadas pela Agência Internacional de Energia (AIE) nesta sexta-feira (15/12) mostram que a procura pelo combustível fóssil aumentou principalmente em países como China (+4,9%, ou 220 milhões de toneladas) e Índia (+8%, ou 98 milhões de toneladas). Juntos da Indonésia (11%, ou 23 milhões de toneladas), os três lideram a produção de carvão, concentrando 70% da produção mundial. Para os próximos anos, no entanto, a AIE prevê tendência de queda.
O carvão é o combustível fóssil mais poluente do planeta. Sua queima é responsável por quase o dobro de emissão de dióxido de carbono do que o gás natural, o que contribui para o agravamento do efeito estufa e de outros impactos ambientais.
Esse tema foi um dos pontos-chaves levantados durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2023, a COP28, que ocorreu em Dubai entre os dias 30 de novembro e 12 de dezembro. Apesar de a conclusão não ter sido tão precisa em relação aos compromissos dos países para o enfrentamento da crise climática global, foi considerada um apelo para que a diminuição ou eliminação da utilização de combustíveis fósseis seja uma agenda prioritária.
As informações divulgadas pela AIE nesse contexto chamam ainda mais atenção para a emergência ambiental que tem sido verificada e alertada há décadas.
Tendência de queda para os próximos anos
Apesar do cenário preocupante, a expectativa é de que a demanda por carvão mineral caia 2,3% até 2026, comparado com os índices atuais, segundo a AIE. Os relatórios mostram que essa queda deverá estar ligada à expansão da capacidade de energia renovável que entrará em operação nos próximos três anos.
A medida também afeta a China. Espera-se que a demanda chinesa comece a decrescer no ano que vem e se estabilize até 2026. Esse declínio pode ser considerado um ponto chave para o futuro do planeta. Os dados apontam que, para que haja uma redução efetiva das emissões de CO₂ seguindo os objetivos do Acordo de Paris, é necessária a diminuição significativa e rápida da utilização desse tipo de combustível.
Nos Estados Unidos e na Europa, o uso já caiu expressivamente e atingiu recordes de queda. Nos EUA, foram 95 milhões de toneladas a menos (-21%), enquanto no continente europeu foram 107 milhões de toneladas a menos (-23%). A tendência se deve principalmente pelo setor elétrico, mas também pela fraca atividade industrial.
Leia o relatório na íntegra aqui.
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