Pesquisa busca melhorar os relatórios ESG das empresas que atuam no país
Novo estudo do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (Cebds) reforça importância da transparência dos relatórios de sustentabilidade das empresas. O Reporting Matters Brasil foi lançado nesta terça-feira (30/1), em parceria com o Grupo Report, consultoria de sustentabilidade e ESG.
O objetivo é melhorar a efetividade dos relatórios de sustentabilidade das empresas. Para isso, foram analisados materiais de 77 empresas de diversos setores da economia com atuação no país, referentes ao ano de 2022.
Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) são pautas prioritárias nas empresas
Ao todo, 16 critérios foram avaliados para a pesquisa. Entre eles estão materialidade, engajamento de stakeholders, verificação externa, metas e compromissos, implementação e controles e impacto. Os 10 relatórios com pontuações mais elevadas foram, em ordem alfabética:
- Ambev.
- Arezzo.
- Boticário.
- CBA.
- Eneva.
- GPA.
- Itaú.
- Natura.
- Petrobras.
- Suzano.
De acordo com o levantamento, 63% dos relatórios analisados apresentam os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) prioritários da empresa, mas somente 10% definiram metas claras ligadas aos ODS.
Além disso, 74% dos relatórios receberam auditoria externa (de uma parte ou de todo o relatório); 58% possuem compromisso Net Zero (de reduzir as emissões de gases do efeito estufa) até 2050; 45% responderam seus indicadores em conformidade com as normas GRI e 24% informaram relatar com base nas normas GRI.
Determinação da CVM auxilia na transparência e eficácia dos relatórios
Em outubro de 2023, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) lançou uma resolução que obriga as companhias de capital aberto a publicarem relatórios a partir de 2026.
A medida surgiu de uma demanda por práticas mais transparentes e sustentáveis por parte das empresas, de modo que estejam de acordo com a agenda ESG e suas emergências socioambientais. O crescimento significativo de regulamentações e iniciativas voluntárias em todo o mundo tem colocado esses documentos em evidência.
Confira o estudo na íntegra aqui.
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
- Mundo deve ultrapassar a meta climática de 1,5°C, aponta relatório da ONU
Já não é mais possível limitar o aquecimento global a 1,5°C acima dos níveis pré-industriais, mas o jogo ainda não acabou - Brasil diante do El Niño: como o país deve se preparar para os impactos climáticos
O risco não é apenas meteorológico: fenômeno poderá afetar setores estratégicos, como agricultura, geração de energia, logística, saúde e segurança alimentar - Tragédia no Nepal revela como as mudanças climáticas multiplicam riscos ambientais
Episódio na fronteira entre Nepal e Tibete ilustra como um desastre pode criar as condições para o próximo - Enchentes no Nepal e Tibete expõem desafios da recuperação de desastres
O próximo desastre não começa do zero, mas herda o que o anterior deixou para trás - O desafio além do carbono: como integrar biodiversidade às políticas ambientais
Reduzir as emissões de gases de efeito estufa é indispensável, mas algumas soluções incompletas podem agravar a perda de biodiversidade, a poluição e outros problemas ambientais - Mais energia limpa, porém mais minerais: o paradoxo da transição energética
Painéis solares, turbinas, baterias, veículos e redes elétricas ajudam a reduzir emissões, mas mantém a demanda por matérias-primas elevada - Plantio de guerrilha leva sombra e áreas verdes à periferia de Brasília
Ilhas de calor nas favelas da capital brasileira aumentam riscos à saúde – sintoma da desigualdade no acesso a áreas verdes - Enfrentando as mudanças climáticas: o papel da mitigação e da adaptação
Qualquer rápida pesquisa sobre mudanças climáticas leva a esses dois termos recorrentes; é preciso entender a diferença entre eles - Estudo aponta risco de mudanças irreversíveis na Amazônia até 2040
Descobertas reforçam a necessidade urgente de conter o desmatamento na Amazônia, restaurar as florestas e reduzir as emissões de carbono - O avanço do Super El Niño e seu impacto nas cidades
Ainda não se sabe a intensidade exata do super El Niño, mas os sinais são suficientes para justificar decisões e planejamento antecipado
