Normas IFRS S1 e S2 também estão previstas em resolução da CVM e são objetivo de orientações do CFC
O Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) e o Chapter Zero Brazil lançam nesta quinta (29/8) o Guia para conselheiros: normas de sustentabilidade IFRS S1 e S2. A publicação tem o objetivo de apoiar conselheiros e outros agentes de governança no processo de produção de informações financeiras e pré–financeiras de curto, médio e longo prazo.
O trabalho abrange temas como riscos e oportunidades ambientais, sociais e climáticos gerenciados pelas empresas, que podem impactar o seu fluxo de caixa, acesso a financiamento e custo de capital.
As normas IFRS S1 e S2, da International Financial Reporting Standards Foundation (IFRS Foundation), foram desenvolvidas pelo International Sustainability Standards Board (ISSB).
- ESG Insights no seu e-mail – Grátis: nossa newsletter traz um resumo da edição mais recente da revista ESG Insights, além de notícias, artigos e outras informações sobre sustentabilidade.
Normas IFRS e o Brasil
No Brasil, o Comitê Brasileiro de Pronunciamentos de Sustentabilidade (CBPS), do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), criou duas orientações equivalentes, as CBPS 1 e 2.
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) estabeleceu resolução sobre o assunto no ano passado. Vigente desde 1º de janeiro de 2024, a Resolução CVM nº 193 estabelece novas diretrizes para os relatórios de sustentabilidade das companhias abertas registradas na CVM nas categorias A e B.
Até 2025, a adoção será voluntária, dando oportunidade para que as empresas se adaptem gradualmente aos novos requisitos. A partir de 1º de janeiro de 2026, a adoção passa a ser obrigatória para as companhias abertas.
De acordo a Resolução nº 193, as companhias que aderirem de maneira antecipada às normas do ISSB irão beneficiar-se com algumas flexibilizações, como a dispensa de apresentar informações comparativas no primeiro ano. O objetivo é facilitar a transição e permitir que as empresas se concentrem na implementação das novas normas, sem a necessidade imediata de comparação com os anos anteriores.
A Superintendência de Normas Contábeis e de Auditoria (SNC) da CVM abriu em abril uma consulta pública para o Pronunciamento Técnico CBPS Nº 01.
- Para a B3, Brasil se destaca na adoção de padrões de sustentabilidade pelas empresas
- Parceria do Pnud busca estabelecer centros de divulgação e gestão de sustentabilidade
O que são as normas IFRS S1 e IFRS S2
A norma IFRS S1 diz respeito à divulgação de riscos e oportunidades de sustentabilidade geral. Aborda tópicos como governança, estratégias, riscos e oportunidades relacionados ao desempenho sustentável da empresa.
A IFRS S2 concentra-se em divulgar detalhes específicos sobre impactos climáticos, incluindo as emissões de gases de efeito estufa e riscos relacionados ao clima que possam afetar a saúde financeira da organização.
A S2 usa a mesma estrutura da S1, pois tem ela como base (divulgação de governança, estratégia, gerenciamento de riscos e metas e métricas). Apenas a IFRS S2 trata de riscos físicos e de transição relacionados ao clima, aos quais a organização está exposta.
Baixe o Guia para conselheiros: normas de sustentabilidade IFRS S1 e S2.
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
- Cerrado expõe fragilidades da política de conservação no Brasil
Áreas úmidas do Cerrado armazenam seis vezes mais carbono do que as terras baixas da Amazônia - O papel estratégico do Brasil na disputa mundial por terras raras
Brasil ganha espaço na disputa internacional por minerais estratégicos; exploração das reservas traz desafios e oportunidades para o país - Eleições em tempos de crise climática: o desafio do super El Niño
Os deputados e senadores eleitos assumirão no auge do El Niño e poderão ter que responder a cenários extremos desde o primeiro dia de mandato - Congresso: 70% dos eleitos são contra agenda ambiental
Estudo do Observatório do Clima aponta queda na adesão às pautas ambientais, quando comparados os atuais e os futuros parlamentares - Proteção da biodiversidade ainda é insuficiente, diz relatório da ONU
Às vésperas da COP17 na Armênia, avaliação da ONU constata que esforços nacionais para preservação da biodiversidade ainda estão longe das metas para 2030 - Mercados de carbono fragmentados desafiam liderança do Brasil
Brasil preside nova coalizão com o desafio de aproximar regras e preços dos vários mercados de carbono no mundo - Mundo deve ultrapassar a meta climática de 1,5°C, aponta relatório da ONU
Já não é mais possível limitar o aquecimento global a 1,5°C acima dos níveis pré-industriais, mas o jogo ainda não acabou - Brasil diante do El Niño: como o país deve se preparar para os impactos climáticos
O risco não é apenas meteorológico: fenômeno poderá afetar setores estratégicos, como agricultura, geração de energia, logística, saúde e segurança alimentar - Tragédia no Nepal revela como as mudanças climáticas multiplicam riscos ambientais
Episódio na fronteira entre Nepal e Tibete ilustra como um desastre pode criar as condições para o próximo - O desafio além do carbono: como integrar biodiversidade às políticas ambientais
Reduzir as emissões de gases de efeito estufa é indispensável, mas algumas soluções incompletas podem agravar a perda de biodiversidade, a poluição e outros problemas ambientais
